Porquê uma máquina de tricotar?/Why a knitting machine?
Conta-se que nos idos anos 70, 80 e 90, antes que nos chegassem as malhas produzidas em quantidades industriais pelos operários asiáticos e sul-americanos, muitas mulheres portuguesas trabalhavam em casa nas suas máquinas de tricotar, produzindo uma enorme variedade de malhas para os mais diversos fins, mas alimentando muito particularmente uma indústria de moda que funcionava então razoavelmente apoiada nesse registo de indústria caseira. Com a exceção de algumas bolsas de atividade que se foram mantendo vivas, esta rede de operariado informal e caseiro extinguiu-se de uma forma quase brutal em finais dos anos 90 e as máquinas foram arrumadas em garagens ou em quartos de arrumos ou vendidas a quem as quisesse levar para oficinas ainda em funcionamento que em breve também veriam o seu trabalho condenado. Esgotada a novidade do pronto a vestir de baixo custo e de baixa qualidade, em tempos de crise em que se procura que aquilo que se compra traga garantias de qualidade, durabilidade e originalidade, as máquinas de tricotar oferecem novamente uma alternativa viável à produção massificada de …


